14 de maio de 2015

Crônicas da blogueira: Saudades eternas!


Acredito que todas as pessoas tenham  ou irão ter alguma saudade eterna. Deixe-me explicar o termo primeiramente, divido saudades em dois tipos: Saudades eternas (saudades de coisas, pessoas e momentos que você não pode mais sanar mesmo que queira) e Saudades ( saudades comuns mesmo, de coisas das quais você sente falta, mas por distância ou algo do gênero você não possa ter no momento). 
 Eu coleciono algumas saudades eternas, saudades de pessoas que se foram  e que não voltam mais, saudades de animais de estimação que eram como amigos e não voltam mais, entre outras saudades. Tenho o seguinte pensamento, as relações que de alguma forma vivemos passam a fazer parte de nós, como aquela famosa frase que diz que somos responsáveis por aquilo que cativamos. Tenho o mesmo pensamento com livros porém, as estórias das quais tomamos parte, passam a fazer parte de nós através das lições que aprendemos. 
Partindo desse mesmo pensamento, as saudades eternas nós compõe, é triste de fato. Como se acostumar e aceitar que uma pessoa  ou uma coisa muito importante tem que deixar de ser presente em nossas vidas e se tornar apenas uma saudade?  Saudade deixa o coração tão pesado, tão apertado, tão angustiado, então mais uma vez eu pergunto, como aceitar carregar uma saudade eternamente, ou pior, aceitar carregar uma coleção de saudades eternas? 
 A resposta porém é muito simples, somos formados pelas nossas experiências, valores, cultura, desejos entre outras coisas, as saudades fazem parte disso tudo, são vivências suas que não podem de forma alguma serem retiradas de você. É uma forma de conhecimento tácito, está internalizado na sua cabeça, na sua pele, no seu sangue e no seu coração. É seu! Como um presente indesejado. 
Por muito tempo eu tentei lutar contra sentimentos assim, procurei não sentir, me esvaziar de emoções, tentei permanecer insensível, criar muros e grandes barreiras internas, não queria sentir, não queria saber, não queria que algo tão doloroso fizesse parte de mim, e eu neguei todos os sentimentos que eu poderia ter em relação a isso, evitei falar sobre o assunto, evitei lugares que me trouxessem recordações, evitei objetos, nossa eu evitei tantas coisas, eu só queria que parasse de doer! Mas"o problema da dor, é que ela precisa ser sentida". 
Para que eu encontrasse uma forma de paz interior por assim dizer, eu precisava aceitar os fatos, jogar as cartas nas mesa, me permitir sofrer e chorar o quanto fosse necessário, extravasar tudo de negativo que havia se instalado em mim, precisei promover a aceitação, e não foi fácil, era um trabalho árduo e contínuo, que levou tempo.  
Hoje toda dor da perda virou saudade, e não daquele tipo de saudade comum, e sim daquele tipo de saudade do que é insubstituível, e que vai fazer falta pela vida inteira.  Apenas saudades eternas presentes para sempre no meu coração.

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